Sangrando!
3º parte
Moacyr Luna e Nena Luna
“Quando eu soltar a minha voz, por
favor, entenda
que palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando, coração na boca peito aberto, vou sangrando, são as lutas dessa nossa vida que eu estou cantando. Quando eu abrir minha garganta essa força tanta, tudo que você ouvir esteja certo que estarei, vivendo, veja o brilho dos meus olhos e o tremor em minhas mãos, E o meu corpo tão suado, transbordando toda a raça e emoção, e se eu chorar e o sal molhar o meu sorriso não se espante, cante que o teu canto é a minha força pra cantar. Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda é apenas o meu jeito de viver o que é amar!”
que palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando, coração na boca peito aberto, vou sangrando, são as lutas dessa nossa vida que eu estou cantando. Quando eu abrir minha garganta essa força tanta, tudo que você ouvir esteja certo que estarei, vivendo, veja o brilho dos meus olhos e o tremor em minhas mãos, E o meu corpo tão suado, transbordando toda a raça e emoção, e se eu chorar e o sal molhar o meu sorriso não se espante, cante que o teu canto é a minha força pra cantar. Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda é apenas o meu jeito de viver o que é amar!”
– trecho da música “Sangrando” de Luiz Gonzaga Junior – Gonzaguinha.
Será
que nos preocupamos com o bem estar das pessoas que necessitam de
acessibilidade em coletivos de todas as formas? Ou fazemos como muitos, somos
indiferentes porque não nos cabe nos envolver em situações que não nos diz
respeito? É mais ou menos por aí. Temos tendência
a não dar importância a tudo ou alguma situação que de alguma forma não nos
atinge.
É
importante entender que existem pessoas que se machucam e até com certa
gravidade, por falta de lugares adequados o suficiente, ou seja: percebemos que
em vários coletivos públicos existem tal
acomodações mas em numero insuficiente
para pessoas que dependem delas
para confortavelmente concluir sua trajetória do embarque ao desembarque.
É
visível o número de pessoas, portadores de necessidades especiais, que
conquistou o direito constitucional e o sonho de liberdade de “ir e vir”. Com o advento das Leis e
campanhas de inclusão dos portadores, da Lei da gratuidade no transporte
público, com uma frota de veículos em quase sua totalidade, , a grande massa
que vivia exilada em seus lares, resolveu ganhar ruas, praças, avenidas,
shoppings e até parques antes proibitivos e agora liberados para felicidade
geral da nação. “Estamos refazendo e renomeando uma antiga Lei: A do ventre
livre, que em sua versão século XXI, se transforma no do acesso livre em todas
às suas variações”.
Esta
população, antes restrita ao “conforto” do incomodo do trinômio, quarto, sala,
terraço que mais parecia uma prisão, de repente da uma guinada de 360° e vira a
gaivota personagem título do livro * “Fernão
Capelo Gaivota” cujo lema era * “ver
mais longe quem voa mais alto”. É assim como se sente atualmente o portador
de necessidades especiais livre, leve e solto para alçar voo, onde para ele, o
céu é o limite.
O
que nos falta? Não queremos apenas não ter o direito à inclusão, garantido nos
Tribunais de Pequenas Causas ou outros, mais que ele sinta-se realmente
incluso, estudando, trabalhando e pagando impostos porque o seu CPF é igual ao
de qualquer cidadão brasileiro. O Brasil tem o melhor Código de Defesa do
Consumidor do mundo, que é diariamente desrespeitado duplamente, em sua
essência e pela não fiscalização dele pelo poder público.
Queremos
sim, inclusão 100%. Temos às leis que nos defendem e amparam, apenas falta a muitos
de nós, entender que o mundo agora é meu, e seu, é nosso, enfim o direito é de
todos e garantido por lei, vamos repetir aqui a opinião do blog, “a inclusão
não é especifica ao portador, a inclusão é para todos”. Imagine se todos às
placas indicativas com nomes das ruas fossem removidas? Seria o princípio do
fim, a moderna civilização voltaria ao início. Simplesmente ao caos.
Não
queremos aqui, fazermos juízo final de tal assunto, porém fica para nós sempre
a interrogação quando se trata de um assunto que mesmo simples é muito polêmico
o que, não deveria por que, já constatamos que o numero de pessoas portadoras,
em seus mais variados diagnósticos, ultrapassa em muito o numero que pensávamos
ser e vai além do cada um nós possa imaginar.
“As dificuldades de acesso
existem pela falta absoluta de um desejo público e político dos órgãos
competentes”.
Garanto-lhes,
se houvesse mais um pouco de boa vontade e bom senso, com
muita certeza o blog não estaria aqui reivindicando o obvio!
(*) Fernão Capelo Gaivota é um romance de Richard
Bach,
publicado em 1970. Publicado originalmente nos
Estados Unidos com o título de "Jonathan
Livingston Seagull — a story", foi lançado neste mesmo ano no
Brasil como "A História de Fernão Capelo Gaivota" pela editora
Nórdica.
Contatos:
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