sábado, 22 de setembro de 2012

Crédito Acessível

Como fazer para ter crédito acessível para deficientes e a relação de equipamentos financiáveis.

1.  BB Crédito Acessibilidade
 
Em novembro/2011, a Presidenta Dilma Rousseff lançou o Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Por meio de ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade em prol da promoção à cidadania e ao fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, da sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população.

O BB integra as ações de fortalecimento da acessibilidade e elaborou uma linha de crédito para aquisição de produtos de Tecnologia Assistiva, com foco no público com renda até 10 salários mínimos.

A linha BB Crédito Acessibilidade disponibilizada pelo Banco do Brasil, permite que os clientes tenham acesso ao crédito para comprar os equipamentos necessários para o bem estar no dia a dia. Esta modalidade destina-se ao próprio deficiente ou a um terceiro que queira adquirir tais equipamentos para destinar a outra pessoa.

Características

Linha de crédito destinada ao financiamento de bens e serviços voltados para Pessoas com Deficiência.

Quem pode contratar
Clientes pessoas físicas, correntistas do Banco do Brasil, com limite de crédito disponível e renda mensal bruta de até 10 salários mínimos.

Valor financiamento mínimo de R$ 70,00 e máximo de R$ 30.000,00

- Taxa de juros: 0,64% ao mês;
- Prazo: 04 a 60 meses;
- Carência: até 59 dias para o vencimento da primeira parcela.


Veja como contratar:

Se você for correntista do Banco do Brasil


Procure uma agência e informe-se a respeito da sua situação cadastral e qual o limite disponível para financiamento. Para isso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço.

De posse dessas informações, solicite uma simulação do financiamento: nº de prestações, valor das prestações etc.

Se você não for correntista do Banco do Brasil

Procure uma agência e informe-se sobre as condições da linha de crédito e saiba como abrir a sua conta corrente. Se for o caso, leve seus documentos de Identidade, CPF, comprovante de renda e endereço.
A abertura da corrente bem como a disponibilização do limite está sujeita a pesquisa cadastral.

Como adquirir o bem
De posse da informação de quanto há de limite de crédito disponível, prestação e prazo, compareça até o estabelecimento comercial, adquira o(s) bem(ns) e/ou serviço(s) constante(s) na lista de produtos ao lado (somente os bens informados na lista poderão ser financiados).

Como contratar a sua operação
Após a aquisição do bem (vide lista de produtos), leve a nota fiscal ou o cupom fiscal até uma agência do BB para a efetivação do financiamento. O crédito será liberado diretamente na sua conta corrente, devendo ficar uma cópia da nota na agência.
Somente serão aceitos documentos fiscais emitidos com prazo máximo de 30 dias.

Garantia
Esta modalidade não exige garantida de bens ou de terceiros.

Lista de Bens Financiáveis

ALTERNATIVAS EM TECLADO

tipos de teclados poderão ampliar a

condição de um usuário com

deficiência física, sensorial visual ou

cognitiva

Descrição:

Teclados ampliados, programáveis em leiaute e

na taxa de resposta ao toque; teclados reduzidos;

teclados BRAILLE; teclados virtuais utilizados

com acionadores ou dispositivos apontadores

especiais; etc.

Teclado Braille ou

Computador portátil braille

Descrição:

Recurso de input (teclado BRAILLE) e output

(linha BRAILLE e voz). Utilizado por cegos e

surdocegos

Impressora BRAILLE Descrição:

Recurso para impressão só em Braille ou em

Braille e tinta

Alternativa de output

Linhas BRAILLE

Descrição:

Recurso de output para cegos e surdocegos

Alternativa de Output por voz

Leitores de tela

Descrição:

Softwares que fazem retorno auditivo de texto e

comandos.

MOUSES ALTERNATIVOS

Mouses ou dispositivos apontadores

com design diferenciado para que o

usuário com deficiência física possa

driblar sua dificuldade de utilização do

mouse convencional

Descrição

Mouse de esfera;

tipo Joystick; Mouse

de botões;

Tela de toque;

Mouse direcionado pelo movimento da cabeça;

Mouse comandado pelo movimento ocular;

Mouse virtual comandado por acionadores;

Mouse comandado por movimentos de lábios,

sopro e sucção;

ACIONADORES

Valorizam diferentes habilidades do

usuário como: pressão, tração,

rotação, contração muscular, sopro,

sucção, piscar, etc

Descrição:

Chaves que são ativadas para execução de

determinadas funções: cliques, teclas de direção;

liga e desliga equipamentos, etc.

Acionadores eletrônicos utilizados por pessoas

com deficiência física no comando do

computador, controle de ambiente ou ativação de

aparelhos eletrodomésticos

Interfaces para os acionadores

Recursos onde os acionadores são

conectados para que executem a

função programada.

Descrição:

Mouse óptico padrão adaptado

Interface de controle que permite o acionamento de

eletrodomésticos

Vocalizadores Descrição:

Recursos que emitem voz grava ou digitalizada e

que permitem a comunicação de pessoas com

impedimentos ou limitações da fala.

Software de Comunicação

Alternativa

Descrição:

Possibilita a utilização do computador como uma

ferramenta de voz. Permite a criação de pranchas de

comunicação interligadas e personalizadas, para

impressão ou para serem utilizadas no próprio

comunicador.

Permite a criação de atividades educacionais

acessíveis para alunos com dificuldades motoras,

intelectuais, visuais e auditivas.

Adequação postural e mobiliário:

Mobiliário Acessível Descrição:

Mesa regulável. Possui ajustes em altura, inclinação, largura

de apoio para o braço. Acompanha vários acessórios para

apoio de monitor, livro, teclado, mouse, etc. Também estes

poderão ser facilmente regulados na altura, inclinação e

Distância do Usuário.

Atende a uma ampla gama de usuários incluindo pessoas

com deficiência física, pessoas de vários tamanhos, usuários

de cadeira de rodas, pessoas com baixa visão e que

necessitam de aproximação de monitor, etc.

Cadeira de rodas com

Adequação Postural

Descrição:

Vários acessórios que promovem a adequação da postura

com alinhamento, conforto, estabilidade e ampliação da

funcionalidade.

Utilizado por pessoas com deficiência física que necessitam

suportes para adequação postural e auxílio de mobilidade.

Estão incluídas as almofadas de decúbito, estabilizadores de

tronco e pernas, apoios de pés e cabeça, cintos, assentos e

encostos ajustáveis.

Cadeiras de Rodas

Motorizadas

Descrição

Cadeira de rodas com motorização. Pode ser ativada com

diferentes interfaces de comando e modelo de acionadores.

Guincho de transferência Descrição:

Recurso do tipo elevado que serve para transferir cadeira de

rodas para o interior de veículo automotor

Adaptação de veículo

automotor

Descrição:

Processo de instalação de recursos de acessibilidade para

pessoas com deficiência que implicam na adaptação do

veículo com diversos graus de intervenção

Andadores Descrição:

Andadores auxiliam a manutenção da postura de pé e

promovem a mobilidade.

Recursos de Ampliação

Ampliadores de imagem:

Lupas eletrônicas portáteis

Lupas eletrônicas de mesa

Descrição:

Recursos para a ampliação, utilizados por pessoas com

baixa visão ou surdocegas.

Leitores com Software

OCR

Scanner leitor portátil

Scanner de mesa

Descrição:

O texto impresso é digitalizado e lido.

O Software OCR pode estar disponível em equipamento de

leitura dedicado (leitor autônomo), no computador ou em

telefones celulares (fotografa e lê texto impresso)

Utilizado por cegos e surdocegos que possuem resíduo

auditivo ou utilizam a linha BRAILLE.

Fonte:

Banco do Brasil

 

 

domingo, 16 de setembro de 2012

Eles não usaram cotas / Semáforos Sonoros


Eles não usaram cotas


 
Semáforos Sonoros

Moacyr Luna

Caros amigos que acompanham  o  Blog Espaço da Acessibilidade, ao longo das nossas três últimas postagens foram  informados aos leitores, as dificuldades que as pessoas portadoras de necessidades especiais de todas as formas  enfrentam no  dia à dia  quando precisam utilizar o  transporte público.

“Se um lugar não permitir o acesso a todas as pessoas, esse lugar é deficiente.”

 (Marcos Méier, Coluna da Acessibilidade – Manuela Dantas, Blog do Jamildo).

Dentro do tema Acessibilidade e o transporte público, lemos na edição de 14.09.12, da Folha de Pernambuco, no caderno Grande Recife, uma reportagem assinada por Luiz Filipe Freire, que trata do problema, quanto à questão “semáforos sonoros”.
Segundo a reportagem dados da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), dos 648 sinais de trânsito instalados na Capital, apenas 47 contam com o artifício que melhora a mobilidade dos cegos, ou seja, 7,25%. Assim como as luzes dos semáforos de pedestres, que piscam num intervalo menor pouco antes do sinal fechar, o som desses semáforos especiais é emitido de forma insistente, indicando o pouco tempo restante para completar a travessia”.
Segundo depoimento do ascensorista André Damião, 33 anos, que nunca pode enxergar. “Ajudam muito a gente porque nos dão mais independência para atravessar. A colocação de faixas de pedestres em alto relevo ajudaria em muito. Para quem está acostumado à leitura em braille, a faixa de pedestres em relevo surtiria o mesmo efeito. Em vez da utilização das mãos, os pés.
Este benefício não seria exclusivo para cegos. Pessoas idosas e outras com necessidades, também se utilizariam do mesmo. Além do que, para pessoas que não dependem dessa necessidade, o semáforo sonoro, é bem prático, ao atravessar a faixa facilita a audição, deixando assim a pessoa mais segura ao fazer essa travessia.
Para melhorar este atendimento, segundo Manuel Aguiar, coordenador do Comitê de Inclusão e Acessibilidade da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) que é cego, a instalação de dois botões nos sinais de pedestres, um deles em  braille, tornaria as coisas mais fáceis.
Como se daria: O sinal sonoro só seria ativado se o cego chegasse lá e pressionasse o botão correspondente, evitando assim, que o semáforo fizesse qualquer tipo de sonoridade à noite e não houvesse dessa forma, reclamações de moradores das proximidades, como também próximas a hospitais, onde se exige um maior silêncio.
A ampliação deste serviço, semáforo sonoros, só é feita, através de solicitações de entidades de apoio aos cegos ou, de qualquer instituição que atenda esse grande número de pessoas com essa deficiência, segundo informa a CTTU.
Fica aqui um alerta às autoridades competentes, será necessário que entidades de apoios tenham iniciativas deste tipo, ou caberá às autoridades responsáveis fazê-lo, por que é de sua competência?
Fontes:

Folha de Pernambuco (14.09.12)    Grande Recife    Luiz Filipe Freire

 

 

sábado, 8 de setembro de 2012

A acessibilidade e o transporte público


Sangrando!

3º parte

Moacyr Luna e Nena Luna

“Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda
que palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando, coração na boca peito aberto, vou sangrando, são as lutas dessa nossa vida que eu estou cantando. Quando eu abrir minha garganta essa força tanta, tudo que você ouvir esteja certo que estarei, vivendo, veja o brilho dos meus olhos e o tremor em minhas mãos, E o meu corpo tão suado, transbordando toda a raça e emoção, e se eu chorar e o sal molhar o meu sorriso não se espante, cante que o teu canto é a minha força pra cantar. Quando eu soltar a minha voz, por favor, entenda é apenas o meu jeito de viver o que é amar!”

  – trecho da música “Sangrando” de Luiz Gonzaga Junior – Gonzaguinha.

Será que nos preocupamos com o bem estar das pessoas que necessitam de acessibilidade em coletivos de todas as formas? Ou fazemos como muitos, somos indiferentes porque não nos cabe nos envolver em situações que não nos diz respeito?  É mais ou menos por aí. Temos tendência a não dar importância a tudo ou alguma situação que de alguma forma não nos atinge.

É importante entender que existem pessoas que se machucam e até com certa gravidade, por falta de lugares adequados o suficiente, ou seja: percebemos que em vários  coletivos públicos existem tal  acomodações  mas em  numero  insuficiente para pessoas   que dependem  delas    para confortavelmente concluir sua trajetória  do embarque ao  desembarque.

É visível o número de pessoas, portadores de necessidades especiais, que conquistou o direito constitucional e o sonho de liberdade de “ir e vir”. Com o advento das Leis e campanhas de inclusão dos portadores, da Lei da gratuidade no transporte público, com uma frota de veículos em quase sua totalidade, , a grande massa que vivia exilada em seus lares, resolveu ganhar ruas, praças, avenidas, shoppings e até parques antes proibitivos e agora liberados para felicidade geral da nação. “Estamos refazendo e renomeando uma antiga Lei: A do ventre livre, que em sua versão século XXI, se transforma no do acesso livre em todas às suas variações”.

Esta população, antes restrita ao “conforto” do incomodo do trinômio, quarto, sala, terraço que mais parecia uma prisão, de repente da uma guinada de 360° e vira a gaivota personagem título do livro * “Fernão Capelo Gaivota” cujo lema era * “ver mais longe quem voa mais alto”. É assim como se sente atualmente o portador de necessidades especiais livre, leve e solto para alçar voo, onde para ele, o céu é o limite.

O que nos falta? Não queremos apenas não ter o direito à inclusão, garantido nos Tribunais de Pequenas Causas ou outros, mais que ele sinta-se realmente incluso, estudando, trabalhando e pagando impostos porque o seu CPF é igual ao de qualquer cidadão brasileiro. O Brasil tem o melhor Código de Defesa do Consumidor do mundo, que é diariamente desrespeitado duplamente, em sua essência e pela não fiscalização dele pelo poder público.

Queremos sim, inclusão 100%. Temos às leis que nos defendem e amparam, apenas falta a muitos de nós, entender que o mundo agora é meu, e seu, é nosso, enfim o direito é de todos e garantido por lei, vamos repetir aqui a opinião do blog, “a inclusão não é especifica ao portador, a inclusão é para todos”. Imagine se todos às placas indicativas com nomes das ruas fossem removidas? Seria o princípio do fim, a moderna civilização voltaria ao início. Simplesmente ao caos.

Não queremos aqui, fazermos juízo final de tal assunto, porém fica para nós sempre a interrogação quando se trata de um assunto que mesmo simples é muito polêmico o que, não deveria por que, já constatamos que o numero de pessoas portadoras, em seus mais variados diagnósticos, ultrapassa em muito o numero que pensávamos ser e vai além do cada um nós possa imaginar.

“As dificuldades de acesso existem pela falta absoluta de um desejo público e político dos órgãos competentes”.

Garanto-lhes, se houvesse mais um pouco de boa vontade e bom  senso,  com muita certeza o blog não estaria aqui reivindicando o obvio!

 (*) Fernão Capelo Gaivota é um romance de Richard Bach, publicado em 1970. Publicado originalmente nos Estados Unidos com o título de "Jonathan Livingston Seagull — a story", foi lançado neste mesmo ano no Brasil como "A História de Fernão Capelo Gaivota" pela editora Nórdica.

Contatos:

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