sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


V I D A 

Nena Luna

E quando não mais pulsar o coração
Digamos para si.
Eu sou o causador da tua tristeza
Do claro em dia escuro
Do sorriso quando estiveres tristes
Do saltitar entre as estrelas durante o dia
iluminada sob a luz da lua.
E quando chegar a noite, teremos a claridade 
mais uma vez da lua
Iluminada pelo Sol, ela será nossa companheira
E quando o dia chegar
Seremos um só à começar um novo DIA.
Precisamos depoucas coisas nesta vida,
Na verdade, precisamos um dos outros!

Um bom e em paz Natal a todos que neste ano, nos presrtigiaram com a leitura do Blog Espaço da Acessibilidade, e que de uma forma ou outra fizeram parte do nosso convívio, fica aqui, nosso carinho e respeito. Forma não muito comum de dizer Feliz Natal mas, é o nosso jeito.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Corações partidos!


 
Moacyr Luna

"Maior, nem mais estranha dor existe que a de perdermos a pessoa amada, que nos deixa desamparada e triste tal qual uma rosa despedaçada. O coração partido, como um vaso de cristal, que cultivava uma flor ainda em botão, e ao se quebrar fez as pétalas murcharem por perceberem que quem as abrigava tinha encontrado um dia, o seu final! E hoje, tento remendar os restos que sobraram de um vaso, de valor sem igual, consigo restituí-lo pouco a pouco, mais nada restou da arte original e o botão despedaçado continua tal qual a mim, sem beleza e vida, porque a natureza não conseguiu ainda, reconstituir uma obra inacabada".
Regina Azenha – do Livro Mulher: Amor e poesia - 1986

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que delineia os direitos humanos básicos, foi adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. A Declaração Universal dois Direitos Humanos,  surgiu no período pos-guerra aonde o mundo ainda estava com a terrível lembrança das bombas de Hiroshima, Nagasaki e do holocausto praticado pelos nazistas no período de 1939 – 1945, que resultou no assasinato de seis milhões de judeus.
Os dirigentes das nações emergentes vitoriosas no periodo pós-guerra, URSS e EUA, estabeleceram na Conferência de Yalta, na Ucrânia, em 1945, as bases de uma futura paz, delineando e definindo as áreas de influência das grandes potências, deixando acertado a criação de um organismo multilateral que fosse capaz de promover negociações sobre conflitos internacionais, com o intuito de evitar futuras guerras, promovendo a paz e a democracia, visando ainda o principal, fortalecer os direitos humanos, valores esquecidos e inexistentes no período de 39 a 45.
Voltando a 2012, os direitos humanos parece continuam quase que inxistentes ainda. Mesmo com o advento da criação das ONG’s, ligadas diretamente a questão, o homem, o ser humano que a criou, passou ele a ignorar os valores da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948.
 
·         "A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios estados-membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição."
Esta foi o ideário dos criadores da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

– Na última sexta-feira – 14 de dezembro – no estado de Connecticut – USA – , na cidade de Newtown, um jovem de apenas 20 anos, Adam Lanza, matou vinte crianças e seis adultos – entre eles a própria mãe – vindo em seguida a cometer suicídio.

Às familias americanas atingidas pelo lamentável episódio, pedimos aos leitores do Blog Espaço da Acessibilidade, independente de credo,  que cada um faça um pensamento positivo para que às mesmas tenham um Natal no mínimo com Paz e que todas tenham Deus com amor no coração e parta delas o desejo de ajudar o homem, voltar a ser simplismente, homem, um ser acional a imagem e semelhança do criador.
Desejamos desde já aos nossos leitores,  no Brasil, Rússia, Alemanha, Portugal e Estados Unidos, um Feliz Natal e um 2013 especial, e que o homem tenha a percepção de que ele o homem e volte urgente a ser um ser mais humano.

O Blog Espaço da Acessibilidade, passará por um período de recesso, para voltarmos em 2013 de cara nova, no dia 12 de janeiro de 2013.
Até breve!

Fonte de pesquisa: Internet – Wikipédia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Somos poucos e bons!


Moacyr Luna

Jaboatão dos Guararapes, 08 de dezembro de 2012.

Ao começar nosso curso, éramos quarenta. Um grupo ainda disperso, constituído de guerreiros, ainda desconfiado um do outro, amigos, ainda não. Com o passar do tempo, começamos a perceber que estávamos com menos companheiros de lutas, sim lutas, por que o Curso Profuncionário III, que hoje dia oito de dezembro estamos finalizando, é para lutadores. Nossa jornada começou no distante, vinte de agosto de 2011, hoje parece que foi ontem.

Devemos nos estar perguntando, e agora? Será que passamos dezesseis meses inexpressíveis. Não. Foram dezesseis meses de doação pessoal, dedicação em prol do futuro, e o principal, saímos daqui fortalecidos. Talvez muitos de nós não tenhamos percebido o quanto crescemos como cidadãos, homens e futuros bons profissionais. Creio que uma grande parte pensou em algum momento em desistir. Confesso que fui tentado. Mais resisti.

Os que resolveram deixar o curso antes do término, alguns o fizeram por razões a que própria razão desconhece, e devem estar arrependidos pela opção da desistência. Outros entenderam que caminhos melhores a vida lhes apresentou. Só um não pode se dar ao direito de escolha. Cosme Francisco do Carmo. A vida quem sabe, talvez tenha lhe reservado algo melhor do o presente momento. De todos sentiremos falta, alguns deles nem lembramos, mais foram importantes na formação do grupo que aqui se dissolve. Mais não acaba.

Devemos sair daqui, com a consciência do dever cumprido, viemos nos capacitar para alçar voos mais altos. O Curso Profuncionário III foi à plataforma para subirmos cada vez mais alto. “Vê mais longe, quem voa mais alto”. Fizemos nossa parte, nossa missão foi cumprida. Daqui em diante cada um deve colocar em prática o que foi aprendido e seguir sempre em frente, desculpem não em frente, mais cada vez mais alto.

Éramos quarenta, devemos ser agora uns trinta. Devemos ter em mente que amigos vão e vem, somos poucos, amigos talvez, mais somos bons. Somos todos solidários. E se formamos um grupo de poucos e bons, é porque alguém nos incentivou a isto. Agradecemos aqui a Deus, a nossas famílias, que com certeza nos empurrou e não permitiu a parada antes da hora, a equipe de apoio que tão bem cuidou de nós, Maria Lira, Cacau e a grande responsável por este momento, nossa tutora Sandra Lira nosso eterno e sincero agradecimento.

“A solidariedade justifica o curto passeio da vida. A vida é um sopro”.

Oscar Niemayer

O que é o Curso Profuncionário

O texto acima foi postado no “Blog Espaço da Acessibilidade” no dia oito de dezembro de 2012, por ocasião da aula de encerramento do Curso Profuncionário III, sob os auspícios do MEC – Ministério da Educação e Cultura e em Pernambuco sob de responsabilidade da ETEPAM – Escola Técnica Estadual Agamenon Magalhães em parceria com a Prefeitura Municipal do Jaboatão dos Guararapes, o mesmo tem formato de Ensino a Distância, e aulas presenciais aos sábados.  O referido curso é destinado a funcionários lotados nas secretárias de educação em todas às suas esferas.

Durante o curso, foram desenvolvidos Projetos de Pesquisa e Intervenção, com diversas nuances. Alguns atípicos como a criação de dois Blogs, Espaço da Acessibilidade e Relações Interpessoais. Tivemos projetos interessantes de softwares na área de secretaria escolar, outros focando a otimização na organização dos trabalhos da secretaria, principalmente no tocante a métodos de gestão de arquivos, cadernetas escolares, discussão de Projetos aplicados nas escolas, aperfeiçoamento de métodos de ajuda em diversos seguimentos da rotina interna de uma unidade escolar, além de temas complexos como Relações Interpessoais, Assédio Moral etc. tudo devidamente documentado, com questionários, fotografias e vídeos, enfim tudo o que é necessário para que um sonho vire um projeto e o realidade.

A todos nós, parabéns.

Profuncionário III, turma 2011

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dia Internacional do Deficiênte Físico


03 de dezembro - Dia Internacional do Deficiente Físico

Fonte: ADEC




No ano de 1982 a Assembleia Geral da ONU – Organizações das Nações Unidas criou um programa que visa atender as necessidades das pessoas com qualquer tipo de deficiência física, o Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência.


Dez anos depois, no dia 14 de outubro, a Assembleia instituiu o dia 03 de dezembro como o dia internacional do deficiênte físico, para que pudessem conscientizar comprometer e fazer com que programas de ação conseguisem modificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo.
Podemos considerar como deficiência física, quando alguma parte do organismo humano não apresenta um funcionamento perfeito, porém isso não poder ser considerado comno diferença, pois existem várias pessoas com os mesmos tipos de limitações que as tornam normais dentro de suas possibilidades. 
Com o passar dos anos, a deficiência passou a ser vista como uma necessidade especial, pois as pessoas precisam de tratamentos diferenciados e especiais para viver com dignidade. Sabemos que isso não acontece, pois o mundo não é adaptado para essas pessoas, que sofrem muito em seu dia a dia.

Construir rampinhas nas ruas é uma forma de mascarar o verdadeiro tratamento que os mesmos deveriam receber. Além destas, em nosso meio social deveria existir leitura em braile para atender os deficientes visuais; acesso ao ônibus e lugares públicos para cadeirantes; que a população aprendesse a conversar na lingusgem de libras, para atender os surdos/mudos; além de planos governamentais voltados para a saúde e reabilitação dessas pessoas, visando amenizar suas dificuldades bem  como capacitá-las para a vida social, para o exercício da cidadania.
As escolas deveriam ter profissionais preparados  para lidar com limitações, assumindo maior compromisso com a formação de professores, coordenadores e diretores, que muitas vezes não sabem como lidar com as necessidades especiais. É dever de a escola promover conhecimento a fim de garantir o aprendizado de uma profissão, dando-lhes a garantia e dignidade oara o futuro.
Não adianta afirmar que a sociedade não está ´preparada. Passou da hora de arregaçarmos as mangas e tratar as pessoas com deficiência como pessoas normais, pois são normais embora tenham algumas limitações. Todas as pessoas são diferentes, assim como a cor dos olhos, dos cabelos, a raça, enfim, existem aquelas que apresentam as diferenças físicas, mas que são pessoas como outra qualquer.
Trata-las com indiferença ou com desrespéito são formas de preconceito, previsto na Constituição do Brasil, assim como é direito desses estar incluidos na sociedade, pois são produtivos e capazes.
Podemos nos certificar das capacidades dos portadores de necessidades espéciais nos jogos paraolímpicos, onde os mesmos atingem recordes e conquitam várias medalhas. Participam de várias modalidades esportivas, como atletismo, futebol, natação, basquete, dentre outras.
A sociedade já mudou muito nos últimos anos em relação às necessidades especiais, mais ainda temos muito que melhorar. Hoje em dia podemos ver essas pessoas trabalhando em empresas, como supermercados, lanchonetes, restaurantes, farmácias, escolas, pois a lei obriga que um percentual dos funcionários sejam portadores de necessidades especiais, como forma de garantir-lhes oportunidades no mercado de trabalho.

Dessa forma têm assegurado a sua inclusão social além de conviverem com valores de igualdade de oportunidades. Mas será que isso realmente acontece? Pensem nisso!
 
Delson Gomes
Vice-pesidente
Da ADEC e do Conselho Municipal do Portador de Deficiência

O Blog Espaço da Acessibilidade,  aproveita a oportunidade para fazer uma saudação aqueles que são acessíveis pela data. Nossos direitos devem ser lembrados todos os dias. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Veleiro Acessível


 
 
A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Laura Gomes, junto com o Superintendente Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência (SEAD), João Rocha, recepcionaram o veleiro inglês, Lord Nelson, adaptado para atender as pessoas com deficiência. O projeto da embarcação faz parte da Associação Ong Inglesa Jubilee sailing trust e foi construído visando a acessibilidade. O barco dará a volta ao mundo divulgando a possibilidade de uma embarcação acessível a todo tipo de tripulação.

O veleiro tem aproximadamente 52 metros, com capacidade para navegar em qualquer mar. Ele já transportou mais de 30 mil pessoas, incluindo 12 mil com deficiências físicas e cinco mil em cadeiras de rodas.

Laura Gomes, destacou a importância de existir embarcações como esta no país. “Essa é uma iniciativa brilhante. Mostra que barcos deste porte e navios podem ser criados pensando nas necessidades que atendem as pessoas com deficiência. Precisamos nos conscientizar de que qualquer pessoa tem o direito a ter acesso a qualquer meio de transporte”, destacou.

Vindo de Fernando de Noronha, a embarcação atracou as 16h, no Porto do Recife, onde pode ser recepcionado com muita ansiedade. O público, com deficiência, que aguardava, deu as boas vindas ao famoso Lord Nelson e pode conhecer internamente o veleiro composto por avisos sonoros, plataforma elevatórias, além de placas em braille, que possibilitavam os cegos e os cadeirantes terem autonomia e boa circulação por todas as áreas da embarcação. As pessoas com deficiência trocaram experiências com toda a tripulação comandada por Barbara Campbell, que fez questão de cumprimentar a todos ali presentes.

“É muito bom saber que nós cadeirantes podemos utilizar igualmente este transporte náutico. Uma embarcação quando bem planejada possibilita não só a mobilidade, mas o direito é um lazer e um esporte libertador, como é o caso deste veleiro”, declarou João Rocha, cadeirante, e superintendente da SEAD, que estava animado com a vivência na embarcação.

Ao sair de Pernambuco, o veleiro acessível vai para o Rio de Janeiro e continuará sua jornada seguindo para o Cabo (África), Singa-Pura (Índia), volta para a América Latina, e finaliza o seu roteiro dando a volta ao mundo até 2014.

As pessoas com deficiência interessadas em conhecer a embarcação devem procurar a SEAD, que estará organizando grupos durante o dia 29 de dezembro para levar até o Porto do Recife.

Fonte:

SEAD

Rua Guilherme Pinto, n°133

Graças , Recife-PE

3183-3212   -   3183-3211

 

sábado, 24 de novembro de 2012

"Histórico do Dia Nacional da Consciência Negra"


Moacyr Luna

Esta data foi estabelecida pelo projeto Lei número 10.639, no dia 09 de janeiro de 2003. A data de 20 de novembro foi escolhida, pois neste dia, no ano de 1695 morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi é mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, em diversos aspectos da história do nosso país, na política, literatura, gastronomia, esportes, cultura, religião e na língua. É o dia em que devemos comemorar a data nas escolas, espaços culturais e outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram, e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes.
Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Medidas importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória à inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

Zumbi dos Palmares era alagoano nascido no ano de 1655. Nasceu livre e foi capturado quando criança foi entregue a um Padre que lhe deu o nome de Francisco, ensinando a ele o português e a religião católica. Aos 15 anos volta ao quilombo. Em 1675 os portugueses atacam o quilombo e o jovem Zumbi com vinte anos se destaca no combate e na expulsão dos portugueses do local.
“Não devemos querer eleger apenas heróis aqueles que se destacar em atividades esportivas ou artísticas, a palavra herói vai muito, além disso.”

Fontes: Internet

 

sábado, 17 de novembro de 2012

DISFEMIA OU GAGUEIRA


 

Parte II

 

A disfemia, conhecida popularmente como gagueira ou gaguez, é a mais comum desordem de fluência da fala, atingindo cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo (dois milhões no Brasil). Os sintomas mais evidentes da gagueira são a repetição de sílabas, os prolongamentos de sons e os bloqueios dos movimentos da fala, sobretudo na primeira sílaba, no momento em que o fluxo suave de movimentos da fala precisa ser iniciado. Também usam-se os termos tartamudez, disfemismo ou disfluência. Além de gago, o indivíduo que apresenta disfemia recebe o nome de disfêmico,tartamudo, balbo (de balbuciar) ou tardíloquo.

Cerca de 5% das crianças entre dois e quatro anos de idade apresentam episódios de disfemia, sendo geralmente episódios transitórios que duram poucos meses, ocorrendo em consequência de uma combinação de vários fatores durante o desenvolvimento da fala. Um destes fatores é a maturação lenta das redes neurais de processamento da linguagem, que resulta numa habilidade ainda pequena para articular palavras e encadeá-las em frases nesta idade.

O rápido fluxo de pensamentos, em contraste com a relativa imaturidade do sistema fonoarticulatório, contribui para que a criança apresente alguma dificuldade para produzir um ritmo regular e suave em sua fala. Esta disfluência pode aumentar quando a criança está ansiosa, cansada ou doente e quando está tentando dominar muitas palavras novas.

Normalmente, este distúrbio é transitório, apenas 20% das crianças que apresentam disfemia em tenra idade necessitarão de tratamento especializado. Estes poucos casos que persistem por mais tempo do que o habitual podem estar associados a uma história familiar de gagueira, sugerindo uma predisposição hereditária. Um estudo do Instituto Nacional de Desordens da Comunicação nos EUA (NIDCD), divulgado em fevereiro de 2010, encontrou 3 genes relacionados à origem da gagueira: GNPTAB, GNPTG e NAGPA.  Neste estudo, foram descobertas mutações capazes de alterar o funcionamento normal de células cerebrais localizadas no centro de controle da fala em pessoas que gaguejam.

Uma característica que pode estar relacionada com a tendência de a gagueira tornar-se um problema persistente é o surgimento de sintomas adicionais, como: fazer caretas, contrair os olhos ou bater o pé. Nestes casos em que a criança já tem plena consciência do problema e também percebe que sua fala pode ser julgada como fora do padrão normal, ela tende a adotar comportamentos de evitação, muitas vezes preferindo ficar em silêncio a interagir verbalmente. Neste estágio, na falta de tratamento especializado, a maioria das crianças com gagueira começa a se retrair e ter sua auto-estima prejudicada. O bullying escolar é uma possível complicação à qual pais e professores devem estar muito atentos.

 A disfemia que persiste após os cinco anos de idade está associada a alterações anatômicas e funcionais do cérebro, conforme vêm demonstrando as pesquisas mais modernas de neuroimagem.  A avaliação e o tratamento precoces são decisivos para que a criança consiga compensar cedo essas eventuais deficiências, antes do aparecimento de complicações secundárias. Por essa razão, recomenda-se que toda criança com sintomas recorrentes de gagueira passe por avaliação fonoaudiológica tão cedo quanto possível.

O fonoaudiólogo é o clínico responsável pelo atendimento da maioria dos pacientes com gagueira. No entanto, nem todo fonoaudiólogo está devidamente capacitado para tal tarefa. Em muitos casos, apenas a terapia fonoaudiológica é insuficiente para atender de forma adequada todas as necessidades do paciente com gagueira, tornando necessária a adoção de medidas adicionais de suporte, como assistência médica e farmacológica, sobretudo no adulto.

Nos últimos anos, tem havido uma mobilização internacional crescente no sentido de conscientizar a sociedade sobre os preconceitos e a discriminação a que estão sujeitas as pessoas com gagueira. Como parte dessa iniciativa, alguns bons vídeos educativos sobre o assunto foram produzidos. Entre eles, destaca-se "Ssstutter", um curta-metragem canadense bastante desconcertante e reflexivo, estrelado por uma adolescente de 16 anos que possui a desordem.

Também como forma de ajudar no processo de conscientização social do problema, o dia 22 de outubro foi instituído como o Dia Internacional de Atenção à Gagueira.

 

Fonte: Wikipédia

domingo, 11 de novembro de 2012

QUEM É VOCÊ?


Quem é você?

Moacyr Luna

Caros amigos leitores do Blog Espaço da Acessibilidade, estamos completamos um ciclo de 112 dias na internet.  Ao longo deste período, foram 19 postagens, aos sábados, normalmente, contando com esta. Abordamos diversos assuntos, todos, sempre ligados ao tema proposto pelo blog, acessibilidade. Aos que estão acessando pela primeira vez, recomendamos ler a primeira postagem, Vida longa ao Rei! – 21.07.12 – No qual, fazíamos a apresentação do blog e o porquê da criação e sua finalidade, para o qual o mesmo foi criado. Tratamos aqui de leis, dados estatísticos e temas diversos, informações, e procedimentos tornando assim, viável a todos que se incluem neste universo. Mostramos aqui, formas de retiradas de documentações e facilidades que o deficiente tem como, por exemplo: Tirar uma habilitação e ainda, como este tem e pode usar a Lei que lhes favorece a compra de um carro e ter sua isenção de impostos e a compra de equipamentos destinados a deficientes através de crédito do Banco do Brasil..   

Brasil – 467; Rússia – 68; Alemanha – 63; Estados Unidos – 61; Portugal – 2, ou seja, 28,5% dos nossos acessos são de países da Europa e Estados Unidos. Solicitamos a estes amigos leitores europeus e americanos, e brasileiros residentes, que nos mande e-mail’s, ou comentários no próprio blog. Queremos conhecer vocês, saber que tipos de matéria gostariam que fosse abordado, enfim sua opinião e crítica. Este comentário, vale também para nossos leitores aqui no Brasil. Ajude-nos a fazer deste espaço, sua e nossa voz, pois, somente dessa forma, conseguiremos alcançar o que nos propusemos quando tivemos a ideia dessa criação – ACESSIBILIDADE COM RESPEITO PARA TODOS – A vitória será nossa.

Obrigado.

PS. A partir desta postagem 11.11.12, estamos aumentando nosso grupo de leitores. Os alunos do Curso Profuncionário III, começam a receber via e-mail ou Facebook, o link do nosso blog. Agradecemos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CBTU - METROREC - A SOLUÇÃO FINAL

CBTU, METROREC – UM DESABAFO
Moacyr Luna
Como portador de deficiência física, vi meus direitos de cidadão resguardados na Lei da Acessibilidade, jogados no lixo. Tenho a carteira de Livre Acesso e faço uso de bengala para ajudar em minha locomoção. No dia 29.140.12, acompanhei minha esposa operada na mão direita ao escritório do INPS bairro da Boa Vista, nesta cidade. A mesma usava aparelho ortopédico recomendado pelo cirurgião que a operou.
O meio mais prático de transporte é utilizar o metro. Sempre que o utilizo o metro, utilizava o acesso pela plataforma de embarque, assim quando do desembarque de passageiros, entrava no trem sem maiores atropelos. Neste dia – 29.10.12 – fomos surpreendidos na entrada da rampa de acesso ao embarque de passageiros, não só eu, mães com filhos deficientes para ir a AACD, cadeirantes, idosos e gestantes fomos todos orientados por dois vigilantes (não os policiais Ferroviários Federais) e sim de empresa terceirizada, a nos dirigir a plataforma normal, ali, nosso acesso não era mais permitido.
Quem já utilizou o metro em qualquer região do Brasil ou viu imagens de embarque deve imaginar o que é ter acesso a um vagão de metro. Às pessoas tem um comportamento de bárbaros, não se respeita nada, gestantes, idosos, mãe com recém-nascidos ou portadores de necessidades especiais.
Um vagão do metro tem capacidade para setenta passageiros – os vagões centrais – os das extremidades – sessenta. Cada vagão dispõe de “dois” lugares para acessíveis quando um ônibus de “seis”.
Quem está errado. Nós ou o sistema? Quem rasgou a Lei? A CBTU ou o Metrorec? Quando fui reclamar do vigilante por não permitir o acesso, tive como resposta um sorriso irônico e a frase “vão reclamar com a CBTU”. Será que adianta?
Semanas atrás vi uma cena que me revoltou e aos demais passageiros. Uma mãe estava com um filho cadeirante para ir a AACD – Estação Joana Bezerra – e como sempre o elevador quebrado. Sem saber como descer com o filho – as estações do Metrorec não têm nenhum beneficiamento que sirva aos portadores de necessidades especiais – a não ser o elevador, quando funciona. Esta mãe tentava saber o que fazer para descer, quando apareceu um vigilante da terceirizada e disse que iria procurar um funcionário do metro pra ajuda-la.  
Quem já usou o metro de São Paulo vê a diferença. A Companhia do Metropolitano de São Paulo, empresa que administra o metro paulistano, tem uma equipe de funcionários para atendimento aos passageiros. Não são vigilantes, são funcionários, treinados para simplesmente servir a quem está pagando seu salário.
Aonde foi que erramos? Será que o erro é nosso mesmo? Pergunto de novo. Onde está a Lei da Acessibilidade? As estações não tem sequer WC.  Quanto mais dispositivos de acessibilidade.
Será que a solução encontrada de nos deixar a margem, foi esta? Proibir-nos o direito constitucional de ir e vir. Se não tem como nos locomovermos, ficaremos presos em casa, não poderemos trabalhar e estudar, enfim, ter o direito de simplesmente viver. Não existiremos e não atrapalharemos a sociedade civil perfeita. Será que a CBTU e o Metrorec desejam aplicar a nós o que já foi Infelizmente tentado no passado e não deu certo. “A SOLUÇÃO FINAL”. 
Nota:
O blog pede desculpas pela comparação, em alguns casos temos que ir fundo na ferida para ver se alguém tenta trata-la. Algumas feridas não cicatrizam jamais.
Pedimos desculpas aos leitores do blog pelo desabafo saindo um pouco da nossa proposta, que é tratar de temas relacionados à acessibilidade. No entanto existem situações em quer não devemos deixar de fazer o registro para quer não se torne um fato comum. Como dizemos acima, se não nos posicionarmos, algumas feridas ficaram expostas para sempre.

domingo, 28 de outubro de 2012

Disfemia ou Gagueira


Disfemia ou Gagueira

 Parte 1

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira é de 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento. Este número é maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.

       A fala se desenvolve principalmente nos três primeiros anos de vida. Entre os 2 e os 6 anos, é comum que a criança apresente dificuldade em falar algumas palavras ou alguns sons mais difíceis. Neste período de aquisição de linguagem, a criança pode gaguejar, por estar em plena fase de aprendizagem da língua e por ainda não ter certeza de como pronunciar determinados sons. Nesses casos, pode haver a remissão espontânea da gagueira, quando o processo de aprendizagem se completa. Porém, a gagueira pode evoluir e se manifestar de diversas formas e intensidades e em diferentes períodos da vida de uma mesma pessoa. É importante que os pais prestem atenção às seguintes dicas:

- Veja se a criança sente muita dificuldade para articular determinadas palavras ou frases.

- Preste atenção em sinais como tensão ou esforço ao falar, repetições mais rápidas e irregulares com finalizações repentinas.

- Observar se ela apresenta dificuldade de relacionamento com os amiguinhos, se evita, sente medo ou frustração ao falar ou se responde apenas com movimentos de cabeça.

- Observe há quanto tempo a criança apresenta disfluências e se existem outras pessoas na família que também apresentam dificuldades de fala.

- Se perceber que a criança apresenta alguma dificuldade de fala, ajude-a a entender suas dificuldades para melhor lidar com as situações, de forma a obter mais segurança e diminuir a ansiedade.

Caso a gagueira comece a ficar mais frequente, recomenda-se avaliação e tratamento ou acompanhamento fonoaudiológico. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores poderão ser os benefícios da terapia.

Agradecimento - Fonoaudióloga Érica Ferraz, do Microsom

Fonte: Ana Maria Braga

domingo, 21 de outubro de 2012

Vou derrubar barreiras

 
 ‘Se houver barreira, vou derrubá-la', diz vereador com deficiência visual’
Carlinhos Massa se elegeu na terceira tentativa e quer vencer desafio.
Primeira ação será criar cota de estágios para pessoas com deficiência.
 
Carlinhos Massa perdeu a visão aos 13 anos
 (Foto: José Carlos da Silva/ Arquivo pessoal)
 
Sentir a água geladinha do Rio Roncador. Comer caju direto do pé. Respirar o ar da antiga escola. É assim que José Carlos Silva, 38 anos, resgata os momentos bons da infância, quando ainda podia enxergar. Aos 13 anos, as retinas descolaram por causa de uma doença, e Lagoa do Carro, na Mata Norte de Pernambuco, agora é uma lembrança gravada na memória.

Mas a Lagoa do Carro dos banhos de cachoeira, de chão batido e casarões antigos vistos pelo José Carlos menino. Hoje, ele tenta imaginar como a cidade onde mora está. Até se atreve a andar sem bengala, “para sentir de novo o gostinho da liberdade”, diz. Sentindo que faltava uma voz na Câmara Municipal que falasse pelas pessoas com deficiência, ele se candidatou a vereador. Elegeu-se apenas na terceira tentativa. “Estou preparado para o desafio. Se houver uma barreira, vou derrubá-la, acabar com o preconceito”, afirmou.
José Carlos carregava desde a infância a doença, que só foi descoberta após a cegueira ser irreversível. “Eu tinha dificuldade na escola, para praticar esportes, tinha vergonha dos óculos com lentes grossas que usava”, lembra. Aos 14 anos, largou os estudos. Lagoa do Carro não estava preparada para alunos com deficiência visual.
Vida de estudante
O jovem sentia que perdia as tardes sem fazer nada em casa, apenas escutando rádio. Era 1995 quando ouviu uma entrevista com Josenildo do Acordeon, que não podia enxergar assim como ele. “Vi nessa hora que podia levar uma vida normal.” No ano seguinte, arrumou as malas e foi para o Recife, distante 60 quilômetros de Lagoa do Carro. Instalou-se no Instituto Antônio Pessoa de Queiroz, nas Graças, que funcionava como uma espécie de internato para cegos vindos do interior pernambucano.
Aprendeu braile, um sistema de leitura com o tato, e a se locomover sozinho. Em 1997, entrou no Instituto de Ensino de Pernambuco, na Boa Vista, onde completou o ensino médio. “Foi no Recife que enxerguei a vida que o cego pode levar. Dali para frente, tudo de bom aconteceu comigo”, comentou.
Vida de músico
José Carlos fez cursos profissionalizantes na Associação Pernambucana de Cegos (Apec), na Caxangá. Lá, formou um trio pé-de-serra Viajantes do Forró, junto com dois colegas deficientes visuais. Ele era o percussionista e passou a adotar o apelido Carlinhos Massa. “Tinha gente que nos viam como coitadinhos, mas não ligava”, recordou.
O primeiro emprego foi no Hospital Barão de Lucena, no Recife, como auxiliar de radiologia. Passou em um concurso público para a Prefeitura de Paudalho, na Mata Norte, para atendente hospitalar, onde até hoje trabalha. Depois, entrou também na Prefeitura de Lagoa do Carro, como diretor de apoio da pessoa com deficiência.
Foi quando achou que podia fazer mais. Em 2000, aos 26 anos, candidatou-se a vereador e recebeu 33 votos. “É que eu achava que sabia alguma coisa naquela época”, brincou. Em 2004, saiu da disputa e ficou apenas produzindo jingles para campanhas políticas. Em 2008, foi o vereador mais votado, com 189 votos, porém o partido não atingiu o quociente eleitoral necessário e ele não conseguiu uma vaga na Câmara.
Vida de político
O desejo se concretizou no pleito de 2012, elegendo-se pelo Partido Social Cristão (PSC). Lagoa do Carro não tem programa eleitoral de rádio e televisão. A campanha foi feita com uma Kombi enferrujada e um som doado. Os panfletos foram impressos em copiadoras de amigos. “Minha deficiência não atrapalhou em nada, conheço a cidade de ponta a ponta”, falou.
José Carlos sabe que a Câmara dos Vereadores de Lagoa do Carro não está pronta para recebê-lo, não é adaptada para pessoas com deficiência. “O que vai me ajudar é um programa de computador que faz a leitura de textos, aí vou poder me informar e tirar dúvidas, também terei uma assessoria para me ajudar. Escrever não é problema, decorei as posições das letras no teclado”, disse.
A primeira ação como vereador será criar um projeto de lei que determine cota para estagiários com deficiência em órgãos públicos municipais. José Carlos quer que pessoas iguais a ele sintam-se felizes em Lagoa do Carro. Sintam-se em casa. “Ser cego é como estar em outro mundo. Sinto medo de tudo, a gente nunca sabe o que pode acontecer e de onde vem o perigo, mas ainda ando de madrugada na cidade, às vezes sem bengala, para sentir tudo de novo”, concluiu.
Fonte: Portal G1 - Pernambuco