sábado, 24 de novembro de 2012

"Histórico do Dia Nacional da Consciência Negra"


Moacyr Luna

Esta data foi estabelecida pelo projeto Lei número 10.639, no dia 09 de janeiro de 2003. A data de 20 de novembro foi escolhida, pois neste dia, no ano de 1695 morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi é mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também uma forma coletiva de manutenção da cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, em diversos aspectos da história do nosso país, na política, literatura, gastronomia, esportes, cultura, religião e na língua. É o dia em que devemos comemorar a data nas escolas, espaços culturais e outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram, e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes.
Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Medidas importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória à inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

Zumbi dos Palmares era alagoano nascido no ano de 1655. Nasceu livre e foi capturado quando criança foi entregue a um Padre que lhe deu o nome de Francisco, ensinando a ele o português e a religião católica. Aos 15 anos volta ao quilombo. Em 1675 os portugueses atacam o quilombo e o jovem Zumbi com vinte anos se destaca no combate e na expulsão dos portugueses do local.
“Não devemos querer eleger apenas heróis aqueles que se destacar em atividades esportivas ou artísticas, a palavra herói vai muito, além disso.”

Fontes: Internet

 

sábado, 17 de novembro de 2012

DISFEMIA OU GAGUEIRA


 

Parte II

 

A disfemia, conhecida popularmente como gagueira ou gaguez, é a mais comum desordem de fluência da fala, atingindo cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo (dois milhões no Brasil). Os sintomas mais evidentes da gagueira são a repetição de sílabas, os prolongamentos de sons e os bloqueios dos movimentos da fala, sobretudo na primeira sílaba, no momento em que o fluxo suave de movimentos da fala precisa ser iniciado. Também usam-se os termos tartamudez, disfemismo ou disfluência. Além de gago, o indivíduo que apresenta disfemia recebe o nome de disfêmico,tartamudo, balbo (de balbuciar) ou tardíloquo.

Cerca de 5% das crianças entre dois e quatro anos de idade apresentam episódios de disfemia, sendo geralmente episódios transitórios que duram poucos meses, ocorrendo em consequência de uma combinação de vários fatores durante o desenvolvimento da fala. Um destes fatores é a maturação lenta das redes neurais de processamento da linguagem, que resulta numa habilidade ainda pequena para articular palavras e encadeá-las em frases nesta idade.

O rápido fluxo de pensamentos, em contraste com a relativa imaturidade do sistema fonoarticulatório, contribui para que a criança apresente alguma dificuldade para produzir um ritmo regular e suave em sua fala. Esta disfluência pode aumentar quando a criança está ansiosa, cansada ou doente e quando está tentando dominar muitas palavras novas.

Normalmente, este distúrbio é transitório, apenas 20% das crianças que apresentam disfemia em tenra idade necessitarão de tratamento especializado. Estes poucos casos que persistem por mais tempo do que o habitual podem estar associados a uma história familiar de gagueira, sugerindo uma predisposição hereditária. Um estudo do Instituto Nacional de Desordens da Comunicação nos EUA (NIDCD), divulgado em fevereiro de 2010, encontrou 3 genes relacionados à origem da gagueira: GNPTAB, GNPTG e NAGPA.  Neste estudo, foram descobertas mutações capazes de alterar o funcionamento normal de células cerebrais localizadas no centro de controle da fala em pessoas que gaguejam.

Uma característica que pode estar relacionada com a tendência de a gagueira tornar-se um problema persistente é o surgimento de sintomas adicionais, como: fazer caretas, contrair os olhos ou bater o pé. Nestes casos em que a criança já tem plena consciência do problema e também percebe que sua fala pode ser julgada como fora do padrão normal, ela tende a adotar comportamentos de evitação, muitas vezes preferindo ficar em silêncio a interagir verbalmente. Neste estágio, na falta de tratamento especializado, a maioria das crianças com gagueira começa a se retrair e ter sua auto-estima prejudicada. O bullying escolar é uma possível complicação à qual pais e professores devem estar muito atentos.

 A disfemia que persiste após os cinco anos de idade está associada a alterações anatômicas e funcionais do cérebro, conforme vêm demonstrando as pesquisas mais modernas de neuroimagem.  A avaliação e o tratamento precoces são decisivos para que a criança consiga compensar cedo essas eventuais deficiências, antes do aparecimento de complicações secundárias. Por essa razão, recomenda-se que toda criança com sintomas recorrentes de gagueira passe por avaliação fonoaudiológica tão cedo quanto possível.

O fonoaudiólogo é o clínico responsável pelo atendimento da maioria dos pacientes com gagueira. No entanto, nem todo fonoaudiólogo está devidamente capacitado para tal tarefa. Em muitos casos, apenas a terapia fonoaudiológica é insuficiente para atender de forma adequada todas as necessidades do paciente com gagueira, tornando necessária a adoção de medidas adicionais de suporte, como assistência médica e farmacológica, sobretudo no adulto.

Nos últimos anos, tem havido uma mobilização internacional crescente no sentido de conscientizar a sociedade sobre os preconceitos e a discriminação a que estão sujeitas as pessoas com gagueira. Como parte dessa iniciativa, alguns bons vídeos educativos sobre o assunto foram produzidos. Entre eles, destaca-se "Ssstutter", um curta-metragem canadense bastante desconcertante e reflexivo, estrelado por uma adolescente de 16 anos que possui a desordem.

Também como forma de ajudar no processo de conscientização social do problema, o dia 22 de outubro foi instituído como o Dia Internacional de Atenção à Gagueira.

 

Fonte: Wikipédia

domingo, 11 de novembro de 2012

QUEM É VOCÊ?


Quem é você?

Moacyr Luna

Caros amigos leitores do Blog Espaço da Acessibilidade, estamos completamos um ciclo de 112 dias na internet.  Ao longo deste período, foram 19 postagens, aos sábados, normalmente, contando com esta. Abordamos diversos assuntos, todos, sempre ligados ao tema proposto pelo blog, acessibilidade. Aos que estão acessando pela primeira vez, recomendamos ler a primeira postagem, Vida longa ao Rei! – 21.07.12 – No qual, fazíamos a apresentação do blog e o porquê da criação e sua finalidade, para o qual o mesmo foi criado. Tratamos aqui de leis, dados estatísticos e temas diversos, informações, e procedimentos tornando assim, viável a todos que se incluem neste universo. Mostramos aqui, formas de retiradas de documentações e facilidades que o deficiente tem como, por exemplo: Tirar uma habilitação e ainda, como este tem e pode usar a Lei que lhes favorece a compra de um carro e ter sua isenção de impostos e a compra de equipamentos destinados a deficientes através de crédito do Banco do Brasil..   

Brasil – 467; Rússia – 68; Alemanha – 63; Estados Unidos – 61; Portugal – 2, ou seja, 28,5% dos nossos acessos são de países da Europa e Estados Unidos. Solicitamos a estes amigos leitores europeus e americanos, e brasileiros residentes, que nos mande e-mail’s, ou comentários no próprio blog. Queremos conhecer vocês, saber que tipos de matéria gostariam que fosse abordado, enfim sua opinião e crítica. Este comentário, vale também para nossos leitores aqui no Brasil. Ajude-nos a fazer deste espaço, sua e nossa voz, pois, somente dessa forma, conseguiremos alcançar o que nos propusemos quando tivemos a ideia dessa criação – ACESSIBILIDADE COM RESPEITO PARA TODOS – A vitória será nossa.

Obrigado.

PS. A partir desta postagem 11.11.12, estamos aumentando nosso grupo de leitores. Os alunos do Curso Profuncionário III, começam a receber via e-mail ou Facebook, o link do nosso blog. Agradecemos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CBTU - METROREC - A SOLUÇÃO FINAL

CBTU, METROREC – UM DESABAFO
Moacyr Luna
Como portador de deficiência física, vi meus direitos de cidadão resguardados na Lei da Acessibilidade, jogados no lixo. Tenho a carteira de Livre Acesso e faço uso de bengala para ajudar em minha locomoção. No dia 29.140.12, acompanhei minha esposa operada na mão direita ao escritório do INPS bairro da Boa Vista, nesta cidade. A mesma usava aparelho ortopédico recomendado pelo cirurgião que a operou.
O meio mais prático de transporte é utilizar o metro. Sempre que o utilizo o metro, utilizava o acesso pela plataforma de embarque, assim quando do desembarque de passageiros, entrava no trem sem maiores atropelos. Neste dia – 29.10.12 – fomos surpreendidos na entrada da rampa de acesso ao embarque de passageiros, não só eu, mães com filhos deficientes para ir a AACD, cadeirantes, idosos e gestantes fomos todos orientados por dois vigilantes (não os policiais Ferroviários Federais) e sim de empresa terceirizada, a nos dirigir a plataforma normal, ali, nosso acesso não era mais permitido.
Quem já utilizou o metro em qualquer região do Brasil ou viu imagens de embarque deve imaginar o que é ter acesso a um vagão de metro. Às pessoas tem um comportamento de bárbaros, não se respeita nada, gestantes, idosos, mãe com recém-nascidos ou portadores de necessidades especiais.
Um vagão do metro tem capacidade para setenta passageiros – os vagões centrais – os das extremidades – sessenta. Cada vagão dispõe de “dois” lugares para acessíveis quando um ônibus de “seis”.
Quem está errado. Nós ou o sistema? Quem rasgou a Lei? A CBTU ou o Metrorec? Quando fui reclamar do vigilante por não permitir o acesso, tive como resposta um sorriso irônico e a frase “vão reclamar com a CBTU”. Será que adianta?
Semanas atrás vi uma cena que me revoltou e aos demais passageiros. Uma mãe estava com um filho cadeirante para ir a AACD – Estação Joana Bezerra – e como sempre o elevador quebrado. Sem saber como descer com o filho – as estações do Metrorec não têm nenhum beneficiamento que sirva aos portadores de necessidades especiais – a não ser o elevador, quando funciona. Esta mãe tentava saber o que fazer para descer, quando apareceu um vigilante da terceirizada e disse que iria procurar um funcionário do metro pra ajuda-la.  
Quem já usou o metro de São Paulo vê a diferença. A Companhia do Metropolitano de São Paulo, empresa que administra o metro paulistano, tem uma equipe de funcionários para atendimento aos passageiros. Não são vigilantes, são funcionários, treinados para simplesmente servir a quem está pagando seu salário.
Aonde foi que erramos? Será que o erro é nosso mesmo? Pergunto de novo. Onde está a Lei da Acessibilidade? As estações não tem sequer WC.  Quanto mais dispositivos de acessibilidade.
Será que a solução encontrada de nos deixar a margem, foi esta? Proibir-nos o direito constitucional de ir e vir. Se não tem como nos locomovermos, ficaremos presos em casa, não poderemos trabalhar e estudar, enfim, ter o direito de simplesmente viver. Não existiremos e não atrapalharemos a sociedade civil perfeita. Será que a CBTU e o Metrorec desejam aplicar a nós o que já foi Infelizmente tentado no passado e não deu certo. “A SOLUÇÃO FINAL”. 
Nota:
O blog pede desculpas pela comparação, em alguns casos temos que ir fundo na ferida para ver se alguém tenta trata-la. Algumas feridas não cicatrizam jamais.
Pedimos desculpas aos leitores do blog pelo desabafo saindo um pouco da nossa proposta, que é tratar de temas relacionados à acessibilidade. No entanto existem situações em quer não devemos deixar de fazer o registro para quer não se torne um fato comum. Como dizemos acima, se não nos posicionarmos, algumas feridas ficaram expostas para sempre.