domingo, 28 de outubro de 2012

Disfemia ou Gagueira


Disfemia ou Gagueira

 Parte 1

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira é de 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento. Este número é maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.

       A fala se desenvolve principalmente nos três primeiros anos de vida. Entre os 2 e os 6 anos, é comum que a criança apresente dificuldade em falar algumas palavras ou alguns sons mais difíceis. Neste período de aquisição de linguagem, a criança pode gaguejar, por estar em plena fase de aprendizagem da língua e por ainda não ter certeza de como pronunciar determinados sons. Nesses casos, pode haver a remissão espontânea da gagueira, quando o processo de aprendizagem se completa. Porém, a gagueira pode evoluir e se manifestar de diversas formas e intensidades e em diferentes períodos da vida de uma mesma pessoa. É importante que os pais prestem atenção às seguintes dicas:

- Veja se a criança sente muita dificuldade para articular determinadas palavras ou frases.

- Preste atenção em sinais como tensão ou esforço ao falar, repetições mais rápidas e irregulares com finalizações repentinas.

- Observar se ela apresenta dificuldade de relacionamento com os amiguinhos, se evita, sente medo ou frustração ao falar ou se responde apenas com movimentos de cabeça.

- Observe há quanto tempo a criança apresenta disfluências e se existem outras pessoas na família que também apresentam dificuldades de fala.

- Se perceber que a criança apresenta alguma dificuldade de fala, ajude-a a entender suas dificuldades para melhor lidar com as situações, de forma a obter mais segurança e diminuir a ansiedade.

Caso a gagueira comece a ficar mais frequente, recomenda-se avaliação e tratamento ou acompanhamento fonoaudiológico. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores poderão ser os benefícios da terapia.

Agradecimento - Fonoaudióloga Érica Ferraz, do Microsom

Fonte: Ana Maria Braga

domingo, 21 de outubro de 2012

Vou derrubar barreiras

 
 ‘Se houver barreira, vou derrubá-la', diz vereador com deficiência visual’
Carlinhos Massa se elegeu na terceira tentativa e quer vencer desafio.
Primeira ação será criar cota de estágios para pessoas com deficiência.
 
Carlinhos Massa perdeu a visão aos 13 anos
 (Foto: José Carlos da Silva/ Arquivo pessoal)
 
Sentir a água geladinha do Rio Roncador. Comer caju direto do pé. Respirar o ar da antiga escola. É assim que José Carlos Silva, 38 anos, resgata os momentos bons da infância, quando ainda podia enxergar. Aos 13 anos, as retinas descolaram por causa de uma doença, e Lagoa do Carro, na Mata Norte de Pernambuco, agora é uma lembrança gravada na memória.

Mas a Lagoa do Carro dos banhos de cachoeira, de chão batido e casarões antigos vistos pelo José Carlos menino. Hoje, ele tenta imaginar como a cidade onde mora está. Até se atreve a andar sem bengala, “para sentir de novo o gostinho da liberdade”, diz. Sentindo que faltava uma voz na Câmara Municipal que falasse pelas pessoas com deficiência, ele se candidatou a vereador. Elegeu-se apenas na terceira tentativa. “Estou preparado para o desafio. Se houver uma barreira, vou derrubá-la, acabar com o preconceito”, afirmou.
José Carlos carregava desde a infância a doença, que só foi descoberta após a cegueira ser irreversível. “Eu tinha dificuldade na escola, para praticar esportes, tinha vergonha dos óculos com lentes grossas que usava”, lembra. Aos 14 anos, largou os estudos. Lagoa do Carro não estava preparada para alunos com deficiência visual.
Vida de estudante
O jovem sentia que perdia as tardes sem fazer nada em casa, apenas escutando rádio. Era 1995 quando ouviu uma entrevista com Josenildo do Acordeon, que não podia enxergar assim como ele. “Vi nessa hora que podia levar uma vida normal.” No ano seguinte, arrumou as malas e foi para o Recife, distante 60 quilômetros de Lagoa do Carro. Instalou-se no Instituto Antônio Pessoa de Queiroz, nas Graças, que funcionava como uma espécie de internato para cegos vindos do interior pernambucano.
Aprendeu braile, um sistema de leitura com o tato, e a se locomover sozinho. Em 1997, entrou no Instituto de Ensino de Pernambuco, na Boa Vista, onde completou o ensino médio. “Foi no Recife que enxerguei a vida que o cego pode levar. Dali para frente, tudo de bom aconteceu comigo”, comentou.
Vida de músico
José Carlos fez cursos profissionalizantes na Associação Pernambucana de Cegos (Apec), na Caxangá. Lá, formou um trio pé-de-serra Viajantes do Forró, junto com dois colegas deficientes visuais. Ele era o percussionista e passou a adotar o apelido Carlinhos Massa. “Tinha gente que nos viam como coitadinhos, mas não ligava”, recordou.
O primeiro emprego foi no Hospital Barão de Lucena, no Recife, como auxiliar de radiologia. Passou em um concurso público para a Prefeitura de Paudalho, na Mata Norte, para atendente hospitalar, onde até hoje trabalha. Depois, entrou também na Prefeitura de Lagoa do Carro, como diretor de apoio da pessoa com deficiência.
Foi quando achou que podia fazer mais. Em 2000, aos 26 anos, candidatou-se a vereador e recebeu 33 votos. “É que eu achava que sabia alguma coisa naquela época”, brincou. Em 2004, saiu da disputa e ficou apenas produzindo jingles para campanhas políticas. Em 2008, foi o vereador mais votado, com 189 votos, porém o partido não atingiu o quociente eleitoral necessário e ele não conseguiu uma vaga na Câmara.
Vida de político
O desejo se concretizou no pleito de 2012, elegendo-se pelo Partido Social Cristão (PSC). Lagoa do Carro não tem programa eleitoral de rádio e televisão. A campanha foi feita com uma Kombi enferrujada e um som doado. Os panfletos foram impressos em copiadoras de amigos. “Minha deficiência não atrapalhou em nada, conheço a cidade de ponta a ponta”, falou.
José Carlos sabe que a Câmara dos Vereadores de Lagoa do Carro não está pronta para recebê-lo, não é adaptada para pessoas com deficiência. “O que vai me ajudar é um programa de computador que faz a leitura de textos, aí vou poder me informar e tirar dúvidas, também terei uma assessoria para me ajudar. Escrever não é problema, decorei as posições das letras no teclado”, disse.
A primeira ação como vereador será criar um projeto de lei que determine cota para estagiários com deficiência em órgãos públicos municipais. José Carlos quer que pessoas iguais a ele sintam-se felizes em Lagoa do Carro. Sintam-se em casa. “Ser cego é como estar em outro mundo. Sinto medo de tudo, a gente nunca sabe o que pode acontecer e de onde vem o perigo, mas ainda ando de madrugada na cidade, às vezes sem bengala, para sentir tudo de novo”, concluiu.
Fonte: Portal G1 - Pernambuco
 
 
 

domingo, 14 de outubro de 2012

 
 
O Deficiente visual e o cão-guia
 



Não é incomum, a mídia debater um assunto que apesar de ser Lei, é sempre tratado com desconhecimento sempre por parte dos que promovem principalmente, espetáculos culturais musicais em nosso país. Trata-se da Lei do cão-guia.  É direito expresso do deficiente visual o uso do cão guia para exercer o seu direito de ir e vir.

A Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005, regulamenta o direito de a pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo.

Sobre deficiência visual no Brasil

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as principais causas de cegueira no Brasil são catarata, glaucoma, retinopatia diabética, cegueira infantil e degeneração macular.

Do total da população brasileira, 23,9% (45,6 milhões de pessoas) declararam ter algum tipo de deficiência. Entre as deficiências declaradas, a mais comum foi a visual, atingindo 3,5% da população. Em seguida, ficaram problemas motores (2,3%), intelectuais (1,4%) e auditivos (1,1%).

Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual. Desse total:

·         528.624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos);

 

·         6.056.654 pessoas possuem grande dificuldade permanente de enxergar (baixa visão ou visão subnormal);

Outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que usando óculos ou lentes.

Sobre deficiência visual no mundo

A cada 5 segundos 1 (uma)  pessoa se torna cega no mundo.

Do total de casos de cegueira, 90% ocorrem nos países emergentes e subdesenvolvidos.

Até 2020 o número de deficientes visuais poderá dobrar no mundo.

Com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significa o fim de uma vida independente e produtiva.

* Dados World Report on Disability 2010 e Vision 2020

A Organização Mundial da Saúde aponta que, se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Ainda segundo a OMS cerca de 40 milhões a 45 milhões de pessoas no mundo são cegas; os outros 135 milhões sofrem limitações severas de visão.

Glaucoma, retinopatia diabética, atrofia do nervo ótico, retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças as principais causas são glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade e toxoplasmose ocular congênita.


domingo, 7 de outubro de 2012


 
Acessibilidade para deficientes é a meta

Foi no dia 7 de abril de 2010 que a vida da engenheira civil Manuela Modesto Dantas mudou para sempre. Depois de um acidente de trânsito, ela adquiriu uma série de problemas de saúde, ficando oito meses internada, entre Recife e São Paulo, à procura de melhor atendimento e recuperação. A lesão medular com paraplegia é um problema gravíssimo que deixou uma marca eterna na vida de Manuela. Além do comprometimento da motricidade, a pessoa que sofre esse tipo de lesão perde muito dos movimentos e sensações.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem pelo menos 2,42 milhões de pessoas com deficiência em Pernambuco e, o grande problema enfrentado por elas é a falta de acessibilidade. Motivada por uma realidade também dela, Manuela criou o Movimento Recife Acessível, com a finalidade de criar alianças para cobrar do poder público uma garantia básica da Constituição Brasileira de 1988. Por isso, o Movimento Recife Acessível chega para discutir projetos e ideias para serem apresentadas aos órgãos públicos. A primeira ação do grupo será entregar, na próxima semana, um manifesto para um Recife mais acessível. Segundo Manuela, a carta assinada por todas essas entidades parceiras será encaminhada ao prefeito João da Cos­ta, e para os candidatos a prefeito. “Nossa ideia é estabelecer compromissos com acessibilidade”, afirma.
Após lançar Carta Manifesto à Cidade do Recife, o Movimento Recife Acessível enviou o documento a todos os candidatos à Prefeitura da Cidade do Recife, com o intuito de ter o compromisso dos postulantes com o cumprimento da Legislação, voltado para os Direitos das Pessoas com Deficiência.


O Movimento espera engajar toda a sociedade recifense nessa campanha pela melhoria da qualidade de vida do povo recifense, por meio da melhoria das condições de acessibilidade da cidade.

Apoiam o Movimento Recife Acessível às seguintes entidades, órgãos e empresas: Clube de Engenharia de Pernambuco, GERE- Grupo dos Executivos do Recife, Blog de Jamildo, Sindicato dos Arquitetos do Estado de Pernambuco, Ministério Público de Contas, CREA-PE (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), Odebrecht Infraestrutura, JBR Engenharia, Lailson - Arte, Comunicação e Marketing.

O Movimento Recife Acessível nasceu no dia 27 de setembro de 2012, com a participação de entidades sociais e de classes, órgãos do poder público, como também da sociedade civil, com o objetivo de promover a ampliação das condições de acessibilidade da Cidade do Recife através do debate, propostas e fiscalização da aplicação da Legislação, quanto aos Direitos das Pessoas com Deficiência.

fontes:
Folha de Pernambuco - Bárbara  Franco
MRA  – Movimento Recife Acessível
Lailson - Arte, Comunicação e Marketing
 
 
 
 
 
 





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Falha Técnica


Prezados leitores, por motivo de força maior, não foi possível fazer a nossa postagem semanal. Na proxíma semana, o blog voltara com sua publicação normal.
Nossas desculpas e bom início de semana.
Moacyr Luna.