Eles não usaram cotas
Semáforos Sonoros
Moacyr Luna
Caros amigos que acompanham o Blog
Espaço da Acessibilidade, ao longo das nossas três últimas postagens foram informados aos leitores, as dificuldades que
as pessoas portadoras de necessidades especiais de todas as formas enfrentam no
dia à dia quando precisam
utilizar o transporte público.
“Se um lugar não permitir
o acesso a todas as pessoas, esse lugar é deficiente.”
(Marcos Méier, Coluna da Acessibilidade –
Manuela Dantas, Blog do Jamildo).
Dentro do tema Acessibilidade e o transporte público, lemos
na edição de 14.09.12, da Folha de Pernambuco, no caderno Grande Recife, uma
reportagem assinada por Luiz Filipe Freire, que trata do problema, quanto à
questão “semáforos sonoros”.
“Segundo a
reportagem dados da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), dos 648
sinais de trânsito instalados na Capital, apenas 47 contam com o artifício que
melhora a mobilidade dos cegos, ou seja, 7,25%. Assim como as luzes dos
semáforos de pedestres, que piscam num intervalo menor pouco antes do sinal
fechar, o som desses semáforos especiais é emitido de forma insistente,
indicando o pouco tempo restante para completar a travessia”.
Segundo depoimento do ascensorista André Damião, 33 anos,
que nunca pode enxergar. “Ajudam muito a gente porque nos dão mais
independência para atravessar. A colocação de faixas de pedestres em alto
relevo ajudaria em muito. Para quem está acostumado à leitura em braille, a
faixa de pedestres em relevo surtiria o mesmo efeito. Em
vez da
utilização das mãos, os pés.
Este benefício não seria exclusivo para cegos. Pessoas
idosas e outras com necessidades, também se utilizariam do mesmo. Além do que,
para pessoas que não dependem dessa necessidade, o semáforo sonoro, é bem
prático, ao atravessar a faixa facilita a audição, deixando assim a pessoa mais
segura ao fazer essa travessia.
Para melhorar este atendimento, segundo Manuel Aguiar, coordenador
do Comitê de Inclusão e Acessibilidade da Companhia Hidrelétrica do São
Francisco (CHESF) que é cego, a instalação de dois botões nos sinais de
pedestres, um deles em braille, tornaria
as coisas mais fáceis.
Como se daria: O sinal sonoro só seria ativado se o cego
chegasse lá e pressionasse o botão correspondente, evitando assim, que o semáforo
fizesse qualquer tipo de sonoridade à noite e não houvesse dessa forma, reclamações
de moradores das proximidades, como também próximas a hospitais, onde se exige
um maior silêncio.
A ampliação deste serviço, semáforo sonoros, só é feita, através
de solicitações de entidades de apoio aos cegos ou, de qualquer instituição que
atenda esse grande número de pessoas com essa deficiência, segundo informa a
CTTU.
Fica aqui um alerta às autoridades competentes, será
necessário que entidades de apoios tenham iniciativas deste tipo, ou caberá às
autoridades responsáveis fazê-lo, por que é de sua competência?
Folha de Pernambuco (14.09.12) – Grande Recife – Luiz Filipe Freire

Infelizmente as autoridades competentes não estão preocupadas se o deficiente visual tem esta dificuldade quando precisa atravessar uma rua. O sinal sonoro é muito importante e deveria ser disponibilizado em todos os sinais. Já que eles não se preocupam em fazer, então as entidades de apoio procurem alertar a todos para que os nossos governantes tomem conhecimento.
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