domingo, 16 de setembro de 2012

Eles não usaram cotas / Semáforos Sonoros


Eles não usaram cotas


 
Semáforos Sonoros

Moacyr Luna

Caros amigos que acompanham  o  Blog Espaço da Acessibilidade, ao longo das nossas três últimas postagens foram  informados aos leitores, as dificuldades que as pessoas portadoras de necessidades especiais de todas as formas  enfrentam no  dia à dia  quando precisam utilizar o  transporte público.

“Se um lugar não permitir o acesso a todas as pessoas, esse lugar é deficiente.”

 (Marcos Méier, Coluna da Acessibilidade – Manuela Dantas, Blog do Jamildo).

Dentro do tema Acessibilidade e o transporte público, lemos na edição de 14.09.12, da Folha de Pernambuco, no caderno Grande Recife, uma reportagem assinada por Luiz Filipe Freire, que trata do problema, quanto à questão “semáforos sonoros”.
Segundo a reportagem dados da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), dos 648 sinais de trânsito instalados na Capital, apenas 47 contam com o artifício que melhora a mobilidade dos cegos, ou seja, 7,25%. Assim como as luzes dos semáforos de pedestres, que piscam num intervalo menor pouco antes do sinal fechar, o som desses semáforos especiais é emitido de forma insistente, indicando o pouco tempo restante para completar a travessia”.
Segundo depoimento do ascensorista André Damião, 33 anos, que nunca pode enxergar. “Ajudam muito a gente porque nos dão mais independência para atravessar. A colocação de faixas de pedestres em alto relevo ajudaria em muito. Para quem está acostumado à leitura em braille, a faixa de pedestres em relevo surtiria o mesmo efeito. Em vez da utilização das mãos, os pés.
Este benefício não seria exclusivo para cegos. Pessoas idosas e outras com necessidades, também se utilizariam do mesmo. Além do que, para pessoas que não dependem dessa necessidade, o semáforo sonoro, é bem prático, ao atravessar a faixa facilita a audição, deixando assim a pessoa mais segura ao fazer essa travessia.
Para melhorar este atendimento, segundo Manuel Aguiar, coordenador do Comitê de Inclusão e Acessibilidade da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF) que é cego, a instalação de dois botões nos sinais de pedestres, um deles em  braille, tornaria as coisas mais fáceis.
Como se daria: O sinal sonoro só seria ativado se o cego chegasse lá e pressionasse o botão correspondente, evitando assim, que o semáforo fizesse qualquer tipo de sonoridade à noite e não houvesse dessa forma, reclamações de moradores das proximidades, como também próximas a hospitais, onde se exige um maior silêncio.
A ampliação deste serviço, semáforo sonoros, só é feita, através de solicitações de entidades de apoio aos cegos ou, de qualquer instituição que atenda esse grande número de pessoas com essa deficiência, segundo informa a CTTU.
Fica aqui um alerta às autoridades competentes, será necessário que entidades de apoios tenham iniciativas deste tipo, ou caberá às autoridades responsáveis fazê-lo, por que é de sua competência?
Fontes:

Folha de Pernambuco (14.09.12)    Grande Recife    Luiz Filipe Freire

 

 

Um comentário:

  1. Infelizmente as autoridades competentes não estão preocupadas se o deficiente visual tem esta dificuldade quando precisa atravessar uma rua. O sinal sonoro é muito importante e deveria ser disponibilizado em todos os sinais. Já que eles não se preocupam em fazer, então as entidades de apoio procurem alertar a todos para que os nossos governantes tomem conhecimento.

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